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  • Contribuição negocial aos sindicatos favorece trabalhadores, aponta audiência.

    Contribuição negocial aos sindicatos favorece trabalhadores, aponta audiência.

    Fonte: Agência Senado

    Representantes dos sindicatos foram unânimes na defesa da chamada contribuição negocial em audiência pública nesta segunda-feira (6) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Já considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a contribuição negocial — uma espécie de retribuição do trabalhador às conquistas salariais obtidas pelos sindicatos — foi apontada como possível fonte para o funcionamento das entidades sindicais.

    No debate — intitulado O Custeio e a Organização das Entidades Sindicais, como parte do ciclo de debates sobre a proposta que institui o Estatuto do Trabalho e regulamenta os arts. 7º a 11 da Constituição, sobre os direitos dos trabalhadores —, foram ouvidos integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), da Intersindical, da Pública Central do Servidor, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).

    O Estatuto do Trabalho (SUG 12/2018) e o projeto (PL) 2.099/2023, que proíbe os sindicatos de cobrar contribuição sindical sem a autorização do trabalhador são duas propostas relatadas pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Como presidente da CDH, Paim coordenou a audiência pública focada no financiamento dos sindicatos no Brasil, tema central das duas propostas.

    Acordos coletivos

    Paim deixou claro que sua relatoria, em ambos os casos, buscará conciliar os interesses da classe trabalhadora, dos empresários, do governo e demais segmentos envolvidos diretamente na pauta. Mas salientou que, a seu ver, o Brasil precisa regulamentar um modelo de financiamento consistente aos sindicatos, longe do antigo “imposto sindical” obrigatório (extinto em 2017), mas um modelo negociado, capaz de dar aos sindicatos condições de representarem efetivamente os interesses da classe trabalhadora na relação entre capital e trabalho.

    — Em todo o Brasil, em milhares de difíceis negociações país afora, quando um sindicato consegue fechar um acordo coletivo, ou um dissídio coletivo, toda a categoria é beneficiada. Não são só os trabalhadores que são filiados aos sindicatos que são beneficiados, obviamente, mesmo quem não é filiado ganha quando um sindicato tem força para negociar com o mínimo de paridade com a classe empresarial. Quando eu era sindicalista, o antigo ‘imposto sindical’ era de no máximo 1% ao ano [do salário do trabalhador], mas com frequência conseguíamos acordos com ganhos reais de 5%, 6% aos salários — afirmou.

    Caráter facultativo

    Segundo o senador, fake news têm sido disseminadas em redes sociais, segundo as quais o governo e a proposta do Estatuto do Trabalho teriam objetivo de recriar o “imposto sindical” obrigatório. Paim disse que o novo modelo, também discutido nas negociações tripartites no âmbito do Ministério do Trabalho, terá caráter facultativo.

    De acordo com o senador, qualquer contribuição terá de ser aprovada em assembleia, com participação livre de toda a classe trabalhadora envolvida. Em que inclusive os opositores à contribuição terão amplo espaço para defenderem suas ideias. Mas caso a contribuição seja aprovada, ela então será efetivada a todos os trabalhadores da categoria, sindicalizados ou não.

    Apoio dos sindicatos

    Os participantes da audiência pública manifestaram apoio às linhas gerais traçadas por Paim. Deixaram claro que as entidades não querem a volta do “imposto sindical”, mas tanto nas negociações em âmbito governamental, quanto no Parlamento, explicitam que o modelo de financiamento, após aprovado em assembleia relativa a cada categoria, deve contar com a contribuição de toda a classe trabalhadora envolvida, independente de o trabalhador ser sindicalizado ou não.

    Na audiência, Paim leu várias manifestações de internautas contrários a que trabalhadores não sindicalizados tenham que contribuir, mesmo que a contribuição seja aprovada em assembleia. O PL 2.099/2023, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e agora analisado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), proíbe os sindicatos de exigirem a contribuição sem a autorização expressa do trabalhador, mesmo que a contribuição seja aprovada em assembleia, ou que o trabalhador seja sindicalizado. As essas manifestações de internautas foram respondidas pelos sindicalistas presentes. João Paulo Ribeiro, representante da CSPB, criticou os que a seu ver “faltam com a consciência de classe”.

    — O PL 2.099/2023, como está, desrespeita, primeiro, a autonomia sindical. Além disso, eu acho que cada trabalhador, em vez de tratar a contribuição como um custo, deve vê-la como um instrumento de luta. Não queremos nada obrigatório, quem for contra poderá ir à assembleia e defender a não cobrança. Mas caso passe, será que quem for contra vai abrir mão dos aumentos salariais que conseguirmos, dos clubes e outras estruturas proporcionadas pela luta sindical? — questionou.

    Outros sindicalistas reforçaram o caráter democrático da representação sindical no Brasil. Isso porque qualquer trabalhador que esteja insatisfeito com seu sindicato é livre para articular chapas visando concorrer às eleições e assumir a direção das entidades.

    Quanto à contribuição sindical, eles reiteraram que deve ser vista como as mensalidades ou taxas de condomínios residenciais. Qualquer melhoria num condomínio precisa ser aprovada na assembleia de moradores. Mas a partir de aprovada, passa a ser cobrada de todos, independente de determinado morador ter participado ou não da assembleia, já que todos são beneficiados pelas melhorias.

    Judiciário

    Representantes do Poder Judiciário também participaram da audiência. Ao apontar o enfraquecimento da classe trabalhadora, Valdete Souto Severo, juíza do TRT-4 (Rio Grande do Sul) disse que dispararam os casos de trabalhadores que são demitidos e não conseguem sequer receber valores referentes às rescisões trabalhistas, após a reforma trabalhista de 2017.

    Já a procuradora Heloisa Siqueira de Jesus, que representou o Ministério Público do Trabalho, reforçou que as contribuições negociais aprovadas em assembleias são o modelo de financiamento de sindicatos recomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão das Nações Unidas. A procuradora do trabalho observou que esse é um modo de preservar o direito dos que não querem fazer parte dos sindicatos e, ao mesmo tempo, garantir fonte de custeio às entidades de defesa dos direitos dos trabalhadores. Além disso, ela defendeu a inclusão de dispositivo na lei para punir empresas que atuem para coagir os empregados a votar contrariamente à contribuição negocial. 

    Também participaram do debate Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Flauzino Antunes, representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Moacyr Roberto Tesch Auersvald, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor, além de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros – (CSB) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

  • OAB de São Paulo completa 92 anos

    OAB de São Paulo completa 92 anos

    A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo completa, nesta segunda-feira (22/1), 92 anos. A OAB-SP foi criada em 1932 e tem o maior número de advogados do país, com mais de 370 mil inscritos.

    No ano de sua fundação, a seccional foi presidida de forma provisória por Plínio Barreto. Desde então, 23 advogados já estiveram à frente da instituição que, atualmente, é presidida pela advogada Patrícia Vanzolini.

    “Parabéns às advogadas e aos advogados que atuam no Estado de São Paulo por esta data. Por ser o Estado que concentra o maior número de profissionais, é também um daqueles que vivem os problemas do dia a dia da profissão de modo agravado”, diz o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.

    “A garra da advocacia paulista é uma das inspirações para que o Conselho Federal da OAB mantenha sua atuação permanente em favor das prerrogativas”, afirma Simonetti.

    A seccional de São Paulo participou de diversos momentos marcantes da história do país. Atuou, por exemplo, na formulação da Constituição de 1934, em que foi inserido o Quinto Constitucional. Também participou da elaboração da Constituição de 1946 e desempenhou papel importante no movimento pela redemocratização.

  • Relembre as ações da OAB em defesa do sistema eleitoral brasileiro

    Relembre as ações da OAB em defesa do sistema eleitoral brasileiro

    A prioridade da atual gestão da OAB Nacional é atuar para resolver os problemas do dia a dia dos advogados, sobretudo os relacionados a prerrogativas e honorários. Para isso, a Ordem tem mantido diálogo e portas abertas com todos os governos e autoridades legitimamente eleitos, tendo obtido, por exemplo, a sanção de projetos importantes da entidade tanto por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto do atual presidente Lula.

    A OAB também cumpre sua missão de defender a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Por isso, incentiva o diálogo entre os Poderes, defende as instituições republicadas, o modelo eleitoral e a urna eletrônica, como ocorreu em diversos comunicados públicos, artigos de opinião, discursos e outros documentos.

    Confira abaixo trechos de manifestações públicas da OAB em defesa do sistema eleitoral, das urnas eletrônicas e da Justiça Eleitoral:

    “Nós confiamos no Poder Judiciário e na Justiça Eleitoral. Refutamos teses conspiratórias que tentam propagar o caos e desacreditar as urnas eletrônicas. Tenho muito orgulho, neste ano eleitoral, de ocupar esta tribuna na condição de presidente nacional da OAB, a maior instituição civil do país.” (Beto Simonetti, na abertura do Ano Judiciário de 2024 no TSE, em 1° de fevereiro de 2024)

    “As ministras e ministros do Supremo Tribunal Federal e as demais autoridades do Executivo e do Legislativo souberam, desde então, reagir com firmeza e sabedoria para preservar as leis e a ordem. A Ordem participou ativamente desse esforço republicano e cumpriu sua dupla função constitucional: apoiamos o enfrentamento às ameaças contra a democracia e pugnamos pelo respeito intransigente ao devido processo legal e ao direito de defesa.” (Beto Simonetti durante discurso da Abertura do Ano Judiciário de 2024, em 1º de fevereiro de 2024) 

    “A Justiça Eleitoral tem cumprido de forma exemplar sua missão, ao assegurar a realização de eleições periódicas, livres e justas. A advocacia também desempenhou papel fundamental para as vitórias democráticas no Brasil.” (Beto Simonetti, durante discurso em sessão especial no STF, em homenagem aos 35 anos da Constituição Federal, em 5 de outubro de 2023)  

    “Graças a muito trabalho, inclusive do STF e da advocacia, a Constituição triunfou sobre forças obscuras, nostálgicas do autoritarismo, que pretendiam implodir o Estado Democrático de Direito no Brasil. Felizmente, as instituições sobreviveram. E a Democracia restou soberana.  Agradeço e reconheço o empenho da Ministra Rosa Weber, que soube responder à altura os ataques contra o Judiciário, transmitindo a inequívoca mensagem de que a Justiça e a Democracia seguem incólumes. (…) Nesta sessão, prezadas ministras e prezados ministros, a OAB renova seu compromisso com o STF, com o CNJ, com a Justiça Eleitoral e com todas as instituições e valores da República e da democracia.” (Beto Simonetti, na posse do ministro Luís Roberto Barroso na presidência do STF, em 28 de setembro de 2023)

    “Com mais de 90 anos de história, a Justiça Eleitoral tem sido continuamente aperfeiçoada para assegurar o exercício da cidadania. Os últimos anos comprovaram a importância e a solidez das instituições republicanas. A união entre o Tribunal Superior Eleitoral e entidades da sociedade civil demonstrou o compromisso comum com o fortalecimento do Estado Democrático de Direito. À advocacia cabe construir pontes de diálogo entre as instituições e a sociedade civil, com vistas, sempre, à convergência.” (Beto Simonetti, em discurso durante sessão especial de despedida do ministro Benedito Gonçalves do TSE, em 9 de novembro de 2023)

    “Trago a esta sessão de abertura do Ano Judiciário a saudação de 1 milhão e 300 mil advogados e advogadas do Brasil. Zelamos pelas liberdades e garantias individuais, como a ampla defesa e o acesso à Justiça, que são primados do Estado Democrático de Direito. A defesa desses valores nos motiva a atuar contra os atos violentos e antidemocráticos que tentaram enfraquecer as instituições da República e a Constituição Federal. Dizemos Sim às divergências e ao debate de ideias. Dizemos Não à depredação, à ameaça e à tentativa de colocar fim à democracia. O Brasil conviveu, em diferentes momentos, com o julgo e a espada do autoritarismo. Nesses momentos, que ficaram no passado, o país contou com integrantes do sistema de Justiça e da sociedade civil para sustentarem as esperanças de democracia.” (Beto Simonetti, na abertura do Ano Judiciário no STF em 1º de fevereiro de 2023)

    “Neste ano eleitoral nossa missão é ombro a ombro com a Justiça brasileira. Defender o sistema de votação que há décadas permite a realização de eleições limpas, com a prevalência da soberania popular. Ao lado de Vossas Excelências, ministras e ministros do STF, defendemos e seguiremos defendendo o sistema de Justiça e trabalhando para fortalecer a Constituição Federal.” (Beto Simonetti, na posse da ministra Rosa Weber na presidência do STF, em 12 de setembro de 2022)

    “Nossa bandeira é a defesa da Constituição e da democracia. Neste ano de eleições, nos manteremos em alerta, participaremos do processo eleitoral de acordo com nossas atribuições constitucionais e legais. Atuaremos por um ambiente eleitoral limpo, contra as fake news e em defesa do sistema eleitoral eficiente e moderno, que tanto nos orgulha. Para, ao fim, fazermos valer a soberania do sufrágio popular. A Ordem confia e conhece o trabalho da Justiça Eleitoral.  Sempre que os desafios, os ataques e as mentiras quiserem avançar contra a Justiça Eleitoral, ela terá na OAB uma aliada de primeira hora.” (Beto Simonetti, em seu discurso de posse na Presidência da OAB Nacional, em 15 de março de 2022)

    Abaixo, veja algumas das notas públicas divulgadas pela OAB em defesa do sistema eleitoral brasileiro:

    (8/2/2024) Confira a atuação da OAB em favor do sistema eleitoral e do respeito ao resultado das urnas

    (17/8/2023) OAB não tem urnas eletrônicas, esclarece Conselho Federal

    (1/2/2023) Manifesto em apoio à democracia é assinado por mais de 300 entidades

    (12/12/2022) Nota de repúdio: atos de vandalismo em Brasília

    (25/11/2022) OAB Nacional propõe ao novo governo medidas para estabilização do país

    (30/10/2022) OAB celebra sistema eleitoral e parabeniza eleitos em 2º turno

    (2/10/2022) Nota pública: OAB reconhece confiabilidade do sistema eleitoral e segurança da urna eletrônica

    (11/8/2024) Presidentes de seccionais leem manifesto da OAB em defesa da democracia

    (8/8/2022) OAB Nacional publica manifesto à nação em defesa da democracia

    (19/7/2022) OAB reitera confiança no sistema e na Justiça eleitoral

    (31/3/2022) OAB reafirma compromisso com a democracia e o sistema eleitoral